Hoje, queremos compartilhar com vocês um pouco sobre o professor bilíngue. Acompanhamos diariamente as redes sociais e quase todas as vagas postadas em grupos mais gerais ou no LinkedIn recebem comentários quando o alvo são professores bilíngues e o salário vem discriminado. Geralmente os comentários são referentes ao fato dos salários serem elevados, em grande parte dos casos, significativamente mais altos do que das escolas regulares.
Sim, as escolas bilíngues geralmente oferecem remuneração mais vantajosa à primeira vista, no entanto, te convido a analisar conosco alguns pontos sobre esta profissão!
Vamos começar com a formação inicial destes professores. O que é necessário em termos de graduação para um professor bilíngue que quer, por exemplo, atuar em ensino fudamental? Segundo a lei (LDBEN n.9394/96), este professor, assim como o professor da escola regular, precisa de licenciatura em Pedagogia. Ponto. Mas na prática, sabemos, que além disso, ele deve ser fluente/proficiente na língua-alvo, se tiver uma certificação internacional ou formação em Letras, melhor, experiência no exterior também dá muitos pontos.
Só considerando estes aspectos, o professor bilíngue já deve apresentar alguns diferenciais e investir para tal. Além disso, há uma série de outros requisitos que os professores bilíngues podem apresentar a depender da escola e das necessidades que a comunidade escolar apresenta. Com isto em mente, vamos pensar nas possibilidades.
Há uma crescente oferta de cursos de especialização e extensão relacionados a contextos bilíngues. E apesar de crescente, a oferta ainda é incipiente. Temos o curso do Singularidades, o do IENH, da OPET, que têm maior duração e aprofundamento. Alguns cursos de extensão como o da PUC-SP, PUC-RS, UNIDOMBOSCO, UVA do RJ e em outras instituições. Além dessas formações de maior duração, temos iniciativas de pequenas empresas com cursos mais curtos e workshops, com um viés ainda mais prático, como as ações da Ampliando Horizontes Consultoria Educacional e outros profissionais. E por que temos essa necessidade de cursos para formação continuada?
Porque a graduação, em sua grande maioria, não aborda temas relacionados à educação bilíngue. E quem atua em contextos bilíngues sabe e vivencia, uma educação que vai além do simplesmente pensar os conteúdos e materiais em outra língua, uma simples tradução. Sabe que na maioria das vezes, tem que aprender a ensinar matemática de outro jeito, que tem que saber como explicar conceitos relacionadas à história, geografia e outras disciplinas em inglês, que tem que fazer um planejamento baseado em literatura, além da interpretação do texto e fill in the gaps.
Então, se você já atua ou quer atuar em contextos educacionais bilíngues e sente que precisa se atualizar com novas estratégias e uma consciência diferenciada de como a aprendizagem de outras línguas não se resume a apenas drills e estruturas gramaticais, acompanhe nossas próximas ações no @deborasfa
por Débora Affonso, co-fundadora da Ampliando Horizontes Educacional
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