Hi teachers!
Minha filha me perguntou essa semana o que eu queria ser quando era criança. Além de achar muito fofo, um monte de sentimentos voltaram… Respondi para ela que uma das coisas que sempre falei era que não queria ser professora, porque minha mãe (a vovó), que é professora, sempre trabalhou demais e eu não queria isso pra mim. Terminei dizendo que queria ser jornalista.
Ela, então, me disse: Mas como você acabou virando professora? Só respondi que era uma longa história. Mas vou contar aqui para quem tiver curiosidade.
Quando tinha 15 anos, um amigo meu falou para eu ir fazer aulas de violoncelo com ele. Como eu só estudava de manhã e o curso era de graça, eu fui. Em menos de 1 ano eu já estava tocando na orquestra e adorando fazer música. Comecei a me dedicar mais e aos poucos já ajudava o professor a dar aulas para os alunos mais iniciantes. Quando prestei vestibular a primeira vez, para jornalismo, não passei. Fiquei então aquele ano só estudando música e comecei a trabalhar em uma escolinha de uns primos como auxiliar geral. No ano seguinte decidi que ia prestar vestibular para Educação Musical, pois já dava aulas de musicalização para os pequeninos e também aulas de inglês.Naquele momento percebi que era isso mesmo que eu queria fazer. Trabalhar com crianças. E assim foi.
Em 2004 entrei na USP e em 2007 já estava formada. Durante a faculdade, dei aula de música em algumas escolas de educação infantil, dava umas aulas de inglês, montei um coral e uma fanfarra numa escola estadual, e no terceiro ano comecei a trabalhar em uma escola bilíngue, dando aulas de música em inglês. Meu TCC foi sobre formação de professores de música que atuavam em escolas bilíngues e internacionais. Fiquei em dúvida se ia fazer sobre context bilíngue ou sobre educação musical especial.
Logo depois de me formar, assumi uma vaga de professora de Artes no Estado, dando aulas para crianças do fundamental I. Foi muito desafiador, mas adorei a experiência. Em 2009, voltei para uma escola bilíngue e depois não parei de atuar neste contexto. Até 2011 eu ainda tocava violoncelo, em orquestras, quartetos, peça de teatro e numa banda de pós-rock.
Ainda em 2009, entrei no Mestrado, também na USP e decidi voltar minha pesquisa para identidade cultural, formação do sujeito bilíngue e composições musicais. Nossa...deu trabalho mas foi tão recompensador. Aprendi demais com esta pesquisa e nunca mais deixei de trazer estas questões para minhas discussões.
Se você quer conversar mais sobre isto, deixe seu comentário ou manda uma DM.
Outro dia conto como comecei a trabalhar com formação de professores, recolocação e mentorias.
See you soon!
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