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Errado x Adequado

  Hi teachers! Você já parou para pensar que muitas vezes o que encaramos como erro pode ser somente uma falta de adequação? Aquilo que alguém disse para você que estava errado, pode não ser na verdade um erro. Ahn? Como assim?! Calma. Vou tentar me explicar. Imagine a seguinte situação: Uma criança norte-americana, que acabou de se mudar para Portugal e estuda em uma escola internacional. Ele está numa aula de matemática e diz: “May I have the eraser, please?”. A professora imediatamente diz: “Eraser no, rubber”. Quando vi esta cena, confesso que me deu um nó na cabeça. A professora, considerou  a fala do aluno como um erro. Sentiu a necessidade de corrigi-lo e o fez. Para quem não sabe, eraser e rubber significam a mesma coisa neste contexto, mas eraser é o termo usado nos Estados Unidos e rubber é o termo usado na Inglaterra. Ou seja, não está errado, mas sim, inadequado. Isto porque nesta escola, eles seguem o currículo britânico. Agora te pergunto. Como você teria lidado ...

Nossas escolhas...

  Hi teachers! Minha filha me perguntou essa semana o que eu queria ser quando era criança. Além de achar muito fofo, um monte de sentimentos voltaram… Respondi para ela que uma das coisas que sempre falei era que não queria ser professora, porque minha mãe (a vovó), que é professora, sempre trabalhou demais e eu não queria isso pra mim. Terminei dizendo que queria ser jornalista.  Ela, então, me disse: Mas como você acabou virando professora? Só respondi que era uma longa história. Mas vou contar aqui para quem tiver curiosidade. Quando tinha 15 anos, um amigo meu falou para eu ir fazer aulas de violoncelo com ele. Como eu só estudava de manhã e o curso era de graça, eu fui. Em menos de 1 ano eu já estava tocando na orquestra e adorando fazer música. Comecei a me dedicar mais e aos poucos já ajudava o professor a dar aulas para os alunos mais iniciantes. Quando prestei vestibular a primeira vez, para jornalismo, não passei. Fiquei então aquele ano só estudando música e comece...

Mitos do bilinguismo

  Você sabia que as maiores questões com relação ao bilinguismo estão relacionada ao tempo?! 1. Quanto tempo meu filho vai demorar para se tornar bilingue? 2. Quantas horas de aula tem que ter em inglês para ser escola bilingue? 3. Quanto tempo vai demorar para meu filho começar a falar? 4. Quanto tempo demora para se preparar para o CPE? 5. Quanto tempo de experiência eu preciso ter como assistente para ser professor? Vou te responder com um nome: Albert Einstein. Tudo é relativo. Não vou aqui me aprofundar, mas pra resumir, são tantas variáveis que não dá para responder a essas perguntas sem analisar o contexto e necessidades de cada um. Tem que saber desde quando, como, por que, presença da Língua em outros contextos, qual a necessidade do uso da Língua e tal. Então, se você tá em dúvida em como responder essas ou outras questões, fala um pouco do seu contexto e eu te ajudo. Vem falar sobre bilinguismo...

Uso de objetos cotidianos na sala de aula.

Hi teachers! Atendendo a uma solicitação de uma professora incrível, hoje vou falar sobre o uso de objetos cotidianos em aulas remotas. Como vocês sabem, ou precisam saber, meu foco atual de formações para professores está relacionada ao uso de atividades com música para potencializar aprendizagens. Estou no meio da turma 2 do Curso Songs for You, que traz mais de 60 canções em inglês para aulas em contextos bilíngues, sejam elas de inglês, de música ou bilíngues. Pensando nestes contextos, hoje trago para vocês uma reflexão sobre o uso de objetos da vida diária para atividades em aulas remotas.  Se formos voltar o pensamento para as atividades com música, os objetos do cotidiano podem virar facilmente objetos sonoros. Vou dar alguns exemplos, mas com certeza, você pensará em uma dezena mais: molho de chaves, potes plásticos, blocos de madeira, legos, colheres de pau, garrafas de água, tampinhas de garrafa, colheres de café, cabos de vassoura, embalagens de cereal e muito mais. A l...

‘No Matter What’ Learners

Today I turn my attention to a specific kind of learner that I think every teacher must know: the ‘no matter what’. The ‘no matter what’ learner is that kid or grown-up that no matter what methodology, strategy, content, skill, approach, and so on you use, s/he will strive. Yes, these learners exist in every possible scenario. If you are teaching physics, quantum mechanics, wormhole concepts, one, or luckily two of your students will understand every single thing you explain, every complex problem you present. But let’s go back to basics. Let’s look and think about the kindergarten learners that are entering the world of letters, the world where all the messages and stories they want to learn about are to be deciphered, the world where to be able to share the candy bar, you need to know fractions. Oops, I went too far. Back to the first literacy events in someone’s life. Learning how to read is one of those amazing things in life that catches my attention. I love when I see the sparkle...

Como um feedback pode acabar com carreiras.

Nunca duvide da sua capacidade, professor, quando alguém que mal te conhece diz algo sobre sua prática. O primeiro passo não é desistir. Vem comigo que vou tentar te ajudar. Algumas semanas atrás, vi alguns relatos de professoras que foram severamente criticadas por suas coordenadores e lembrei-me de um episódio no início da minha carreira. Eu já dava aulas de música há alguns anos, mas dentro do contexto bilíngue ainda era tudo novo para mim. Isso foi em 2006, ou seja, a circulação de informações e formações em educação bilíngue era praticamente nula. Mas, eu na minha inquietação por aprender, nunca parei de estudar.  Enfim… era por volta do fim de outubro e no meio de uma aula com os alunos de 4-5 anos, a nova coordenadora - que estava na escola desde setembro e nunca tinha conversado comigo ou perguntado sobre minhas aulas ou analisado meu planejamento - entrou na sala e começou a fazer uma reunião com a professora daquela turma. Continue a dar a aula com certa dificuldade pois ...

Como motivar professores a usar canções em suas aulas

Se você acompanhou meu artigo sobre criar versões para potencializar aprendizagens, você pode ter pensado, “Ah, Débora, é muito fácil você falar pra cantar, inventar e tudo o mais, mas eu não tenho formação em música, eu canto desafinado, não tenho ritmo e não tenho criatividade ou talento nenhum para música.” Calma! Não está tudo perdido. Vamos conversar sobre isso… Vou começar do final… Talento. Sou daquelas que não acredita em talento...sorry. Como diria Isaac Asimov: “Quem tiver talento, obterá o êxito na medida que lhe corresponda. Porém, apenas se persistir naquilo que faz.” Ou seja... de nada adianta ter talento se não usar ou praticar. Então, vamos colocar pra fora o que você já tem e vamos praticar, praticar e praticar.  Pensando em criatividade, vamos pelo mesmo caminho. De nada adianta ser criativo se você não tem alimento para seus processos. Aqui entra a parte do estudo para que a prática seja efetiva. Você quer saber o que fazer e como fazer para poder criar e usar ca...