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Showing posts from June, 2020

Angústias na educação bilíngue!

Atuo em educação bilíngue há quase quinze anos e cada vez mais vejo as angústias aumentarem e não serem resolvidas... Angústia 1: Não consigo saber se esta escola é bilíngue, internacional ou outra coisa.... Esta é uma angústia que parte tanto das famílias como dos profissionais. A falta de regulamentação e determinações claras sobre o que é uma escola bilíngue, como se caracteriza uma escola internacional, se a escola que oferece carga horária ampliada de aulas de inglês pode ser considerada bilíngue, a meu ver, são as principais razões para esta angústia e no momento, me pergunto se uma legislação em âmbito nacional seria a melhor solução para este dilema, pois não acredito que ela refletiria o pensamento e necessidades reais deste contexto escolar, já que alguns dos responsáveis por legislar não se encontram em condições mínimas de entender a educação no Brasil Angústia 2: Professores procurando emprego e escolas procurando professores... Esta angústia cada vez mais chega até mim. D...

Quando me disseram: "mas educação online não é para mim..."​

Há um tempo percebi como ainda pensamos com a cabeça do século passado. E dentro da educação, realmente não sei se está pior ou se já está melhorando. O uso de novas tecnologias, aplicativos, a era digital e tudo mais dentro deste tópico ainda pode ser muito assustador para alguns. Felizmente, para outros é só mais um passo, é só mais um desafio, é só mais uma opção dentro da gama de recursos que podemos usar em momentos de ensino-aprendizagem. Recentemente, ao me mudar de país, tive a oportunidade de fazer vários cursos online. Já havia feito alguns quando ainda estava no Brasil. Mas por alguma razão, estes que fiz agora me oportunizaram um olhar mais crítico sobre os cursos online. Neste artigo eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco  da minha experiência neste nem tão novo cenário de ensino-aprendizagem. Não consigo encontrar na minha memória qual foi meu primeiro curso online, mas em 2016 fiz uma Graduação à Distância. Este curso, com duração de 1 ano, gerou uma visão de...

Formação de professores

Hoje, queremos compartilhar com vocês um pouco sobre o professor bilíngue. Acompanhamos diariamente as redes sociais e quase todas as vagas postadas em grupos mais gerais ou no LinkedIn recebem comentários quando o alvo são professores bilíngues e o salário vem discriminado. Geralmente os comentários são referentes ao fato dos salários serem elevados, em grande parte dos casos, significativamente mais altos do que das escolas regulares. Sim, as escolas bilíngues geralmente oferecem remuneração mais vantajosa à primeira vista, no entanto, te convido a analisar conosco alguns pontos sobre esta profissão! Vamos começar com a formação inicial destes professores. O que é necessário em termos de graduação para um professor bilíngue que quer, por exemplo, atuar em ensino fudamental? Segundo a lei (LDBEN n.9394/96), este professor, assim como o professor da escola regular, precisa de licenciatura em Pedagogia. Ponto. Mas na prática, sabemos, que além disso, ele deve ser fluente/proficiente na ...

A ficha caiu...não era CLIL.

Minha primeira formação em CLIL foi em 2013 (se não me falha a memória) com Rita Ladeia em um evento em SP. Naquela altura, era professora de música em uma escola bilíngue conceituada e todas minhas aulas eram ministradas em inglês. Logo que a palestra começou, fui enchendo os ouvidos e orgulhosamente anotando tudo, já que eu era uma professora CLIL. Eu, em toda minha certeza egocêntrica, acreditava que, sendo minhas aulas de música dadas em inglês, eu estava integrando língua e conteúdo. Lá pelos 20 minutos de palestra, comecei a notar que algo estava estranho. Depois de passar pelos 4 Cs da abordagem e ter consciência que cultura, cognição, comunicação e conteúdo estavam em meus planejamentos, percebi que o processo de avaliação e os conteúdos linguísticos não batiam. Eu nunca tinha considerado, até ali, que aspectos linguísticos deveriam fazer parte da avaliação dos meus alunos e os meus objetivos linguísticos eram inexistentes. Naquele contexto, a única consideração mais profunda...

Como criar versões de canções para potencializar aprendizagens.

Você quando era criança, lembra de algum conteúdo escolar que aprendeu graças a uma canção?  Sabe porque ainda tem essa memória? Vou te dar uma dica… tem a ver com seu cérebro. Quando ouvimos ou interagimos com música, diversas áreas do nosso cérebro são ativadas, como as áreas relacionadas a movimento, memória, atenção, emoção entre outras. Então...por que não usar canções com seus alunos? Calma…. achou que eu não ia te dar uma dica? Vamos lá! Pense em uma canção que você se sente confortável em cantar a melodia (não precisa ser uma nursery rhyme)  Agora pense em algum conteúdo que precisa que seus alunos dominem. Separe as palavras principais relacionadas a este conteúdo, conceito ou habilidade. Pense em como usar isto para potencializar a aprendizagem em contexto bilíngue. O próximo passo é brincar com essas palavras e tentar encaixar naquela melodia que tinha pensado.  O passo final é garantir que suas frases fazem sentido e que você consegue cantar 3 vezes seguidas s...